sábado, 9 de abril de 2011

                                BULLYING





                                                      

Bullying é um termo da língua inglesa (bully = “valentão”) que se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente e são exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa sem ter a possibilidade ou capacidade de se defender, sendo realizadas dentro de uma relação desigual de forças ou poder.
O bullying se divide em duas categorias: a) bullying direto, que é a forma mais comum entre os agressores masculinos e b) bullying indireto, sendo essa a forma mais comum entre mulheres e crianças, tendo como característica o isolamento social da vítima. Em geral, a vítima teme o(a) agressor(a) em razão das ameaças ou mesmo a concretização da violência, física ou sexual, ou a perda dos meios de subsistência.
O bullying é um problema mundial, podendo ocorrer em praticamente qualquer contexto no qual as pessoas interajam, tais como escola, faculdade/universidade, família, mas pode ocorrer também no local de trabalho e entre vizinhos. Há uma tendência de as escolas não admitirem a ocorrência do bullying entre seus alunos; ou desconhecem o problema ou se negam a enfrentá-lo. Esse tipo de agressão geralmente ocorre em áreas onde a presença ou supervisão de pessoas adultas é mínima ou inexistente. Estão inclusos no bullying os apelidos pejorativos criados para humilhar os colegas.
As pessoas que testemunham o bullying, na grande maioria, alunos, convivem com a violência e se silenciam em razão de temerem se tornar as “próximas vítimas” do agressor. No espaço escolar, quando não ocorre uma efetiva intervenção contra o bullying, o ambiente fica contaminado e os alunos, sem exceção, são afetados negativamente, experimentando sentimentos de medo e ansiedade.
As crianças ou adolescentes que sofrem bullying podem se tornar adultos com sentimentos negativos e baixa autoestima. Tendem a adquirir sérios problemas de relacionamento, podendo, inclusive, contrair comportamento agressivo. Em casos extremos, a vítima poderá tentar ou cometer suicídio.
O(s) autor(es) das agressões geralmente são pessoas que têm pouca empatia, pertencentes à famílias desestruturadas, em que o relacionamento afetivo entre seus membros tende a ser escasso ou precário. Por outro lado, o alvo dos agressores geralmente são pessoas pouco sociáveis, com baixa capacidade de reação ou de fazer cessar os atos prejudiciais contra si e possuem forte sentimento de insegurança, o que os impede de solicitar ajuda.
No Brasil, uma pesquisa realizada em 2010 com alunos de escolas públicas e particulares revelou que as humilhações típicas do bullying são comuns em alunos da 5ª e 6ª séries. As três cidades brasileiras com maior incidência dessa prática são: Brasília, Belo Horizonte e Curitiba.
Os atos de bullying ferem princípios constitucionais – respeito à dignidade da pessoa humana – e ferem o Código Civil, que determina que todo ato ilícito que cause dano a outrem gera o dever de indenizar. O responsável pelo ato de bullying pode também ser enquadrado no Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista que as escolas prestam serviço aos consumidores e são responsáveis por atos de bullying que ocorram dentro do estabelecimento de ensino/trabalho.
OrsonCamargo

Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP
Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP

segunda-feira, 4 de abril de 2011

CLARICE LISPECTOR








Renda-se como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece, como eu mergulhei. Pergunte, sem querer a resposta, como estou perguntando. Não se preocupe em "entender". Viver ultrapassa todo o entendimento.



                                                              

Inclusão escolar




                  A escola tem papel fundamental na conscientização do homem para o exercício perfeito da cidadania e qualificação profissional. Está na constituição, garantir o direito de todos á educação.
Até pouco tempo tínhamos as escolas regulares e as especiais. Logo se pode observar as marcas da diferença e algumas mudanças na consciência  social começaram a ser desenvolvidas. Algo de mais novo e humano brotou dentro da educação brasileira. Um país de tantas cores, mesclado de tantas culturas, começou a se impor.  Não por igualdade, porque igualdade não é homogeneidade, as diferenças são produzidas a todo momento. Os alunos não são perfeitos ou iguais ou normais, são seres humanos singulares. A Declaração dos direitos das pessoas com deficiência (emenda constitucional) diz:
                  Reconhecem Os Estados Partes o direito das pessoas com deficiência à educação. Para efetivar esse direito sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades, os Estados Partes assegurarão sistema educacional inclusivo em todos os níveis, bem como o aprendizado ao longo de toda a vida.
                  Várias atitudes começaram a ser tomadas ou reelaboradas, como exemplo, as artes. Durante muito tempo as práticas artísticas na escola tinham função somente de recreação. Hoje, nos PCNs, ela é considerada como área de conhecimento como todas do currículo escolar. Segundo Barbosa (2002 Apud)  as mudanças ocorridas no ensino da arte nos levam a perceber que a arte passa de uma simples atividade recreativa ou auxiliar de outras disciplinas a ter conteúdo próprio. Ela é construção do conhecimento, na medida em que o aluno deverá pesquisar obras de artes visuais, biografias de artistas, movimentos artísticos, culturas regionais, nacionais e internacionais; reconhecer e compreender concepções estéticas presentes na histórias das culturas e etnias; educar o olhar para ler as imagens artísticas, e, assim ter maior compromisso com a cultura e com a historia.
Assim como, o conhecimento é constituído a partir da interação das diversas áreas, a escola é formada por pessoas de diferentes culturas, cor e raça. É necessária a convivência com todos, aprendendo ver o novo, o belo, o diferente. A escola tem que


valorizar a parte criativa e subjetiva dos alunos, trabalhando a diferença de modo que ela enriqueça o aprendizado de todos, deficientes ou não, com problemas de aprendizagem ou não.
O sistema escolar está organizado a partir de um pensamento que recorta a realidade e divide o aluno em normais, deficientes, bom e ruim, numa lógica mecanicista  e determinista, que ignora o subjetivo, o afetivo, não conseguindo romper com o velho modelo escolar para produzir um novo mundo, o da inclusão. Se, é isso que pretendemos é necessário que haja mudança de planos e que a escola seja redefinida numa educação voltada para uma cidadania global que valoriza e respeita as diferenças.
                  Mas aí, se chega num ponto extremamente complexo: temos que reformar as mentes. Os professores e toda comunidade escolar tem que se preparar para tal. A sociedade precisa assumir seu papel criando condições para uma igualdade de oportunidades, despertando as potencialidades dos alunos, estimulando o espírito empreendedor. Uma criança que se valoriza, dificilmente fará algo que o prejudique. É muito importante que eles cresçam seguros.
                     É necessário, inserir métodos, atividades variadas no currículo escolar para que haja uma verdadeira motivação e exploração nos diversos níveis de potencialidade, habilidade e aprendizado do aluno. A arte é um exemplo importante para descobrir e
desenvolver estas capacidades , principalmente aquele com problemas especiais.
                                     “A arte é a mais importante concentração de todos os processos biológicos e
                                              sociais do individuo na sociedade; é um meio de equilibrar o homem com o
                                              mundo nos momentos mais críticos e responsáveis da vida.” VYGOTSKY,
                                              1999. (AURORA FERREIRA)     
                      A arte é considerada uma linguagem entre os homens. Desde os tempos mais remotos era na arte que se expressava os medos, angústias e as formas com dificuldade em verbalização. Ela leva o individuo a satisfação, a melhora da autoestima e a sua recuperação, oferecendo possibilidades de improvisar e transformar conhecimentos a medida que entra no terreno criativo de cada um. Este fato pode ser verificado no dia-a-dia da sala de aula. Ao expor um quadro, a criança tem a oportunidade neste momento,
 de levar àquele ambiente, experiências de vida e caminhar em direção ao que ainda não conhecem.
                  Conforme Aurora Ferreira 2010, esse momento apresenta a força e a coragem de um portador de necessidades especiais e também a colaboração valiosa da arte para a melhoria de vida e sua inclusão na sociedade.
                  Apesar de ser uma das mais antigas formas de manifestação do ser humano, é considerada uma linguagem entre eles , além de proporcionar formas diferentes de ver e sentir o mundo. E é nesse ponto que a arte se torna um grande parceiro para a interação do aluno especial. Nela não há o diferente, pois cada um tem maneiras de se expressar e de se completar através do olhar. Segundo, Aurora Ferreira, os índios sempre fizeram uso da arte como parte de rituais para a cura de doenças, ou proteção espiritual, ao pintar o corpo, cantar dançar. Observamos com isso, que a arte por si só já é uma terapia; logo, ela intermedeia as relações com nossos conflitos internos.
                    È importante que o professor conheça os estágios de desenvolvimento gráfico das crianças, para que assim, ele possa trabalhar toda manifestação de seu aluno, ajudando-os em sua formação. É na arte que expressamos os mais íntimos sentimentos.
                   A Lei das Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/96, art.26 parag  2) enfatiza a formação de valores, o aprimoramento da pessoa humana, a formação ética e o exercício  da cidadania.
                    A igualdade plena só existira a partir do compromisso e a conscientização da sociedade. Não existe limite para a mente humana.
                                                                                                  Cristina Schmidt








REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

FERREIRA, AURORA, (2010) Artes, Escola e Inclusão . Rio de Janeiro: Vozes
Declaração dos direitos das pessoas com deficiência – emenda constitucional                       BRASIL, Congresso Nacional Constituição: República Federativa do Brasil. Brasília , Centro Gráfico, 1988.
BRASIL, Congresso Nacional. Lei de Diretrizes e Bases da Educação(Lei 9.394). Brasília, Centro Gráfico,1996.

EDUCAÇÃO

TV Escola

Poema célebre de João Cabral tem versão em desenho animado

Sexta-feira, 01 de abril de 2011 - 17:10
 A saga do retirante Severino agora pode ser vista na TV nos traços do cartunista Michel Falcão. (Foto: Fabiana Carvalho)O mais célebre poema de João Cabral de Melo Neto, Morte e Vida Severina, ganhou versão em desenho animado. A saga do retirante Severino, “aquele da Maria do Zacarias, lá da serra do Costela, limites da Paraíba”, foi ilustrada pelo cartunista pernambucano Michel Falcão. A animação, também transformada em quadrinhos, entra na grade de programação da TV Escola nesta segunda-feira, 4.

“Estamos falando de uma das maiores representações da literatura brasileira”, destacou Maria do Pilar Lacerda, secretária de Educação Básica do Ministério da Educação. “Essa é uma possibilidade de estudantes de todo o país conhecerem, de forma lúdica, uma obra dessa importância.”

Em pouco menos de 55 minutos, a animação dá vida ao texto original – sem nenhuma alteração – de João Cabral de Melo Neto, em desenhos feitos a bico de pena. Com o uso de tecnologia 3D (três dimensões), a animação é resultado de uma parceria com a Fundação Joaquim Nabuco.

Escrito entre 1954 e 55, o poema, considerado um marco na literatura nacional, narra a trajetória de um migrante nordestino até a cidade de Recife, ainda hoje a mais próspera da região. Com fortes elementos de crítica social, o texto já foi tema de teatro, música, filme, seriado de TV e, mais recentemente, de história em quadrinhos, também ilustrada por Michel Falcão.

O poema de João Cabral ganhou versão integral também em quadrinhos. (Foto: Fabiana Carvalho)O próprio João Cabral de Melo Neto disse, em entrevista citada no prólogo da versão em quadrinhos, que do poema “Já se tinha feito de tudo; não seria, por conseguinte, de estranhar que qualquer dia alguém inaugurasse um edifício chamado Morte e Vida Severina, pois o poema é como uma espécie de babaçu que tem mil e uma utilidades.”

A TV Escola pode ser assistida no canal 112 da SKY, 694 da Telefônica TV Digital, 123 da Via Embratel, pela antena parabólica analógica, na horizontal, frequência 3770 e digital banda C Vertical, frequência 3965 e também pela página eletrônica da emissora. A animação de Morte e Vida Severina também pode ser assistida pela internet, na página eletrônica da TV Escola.

Ana Guimarães




domingo, 3 de abril de 2011

MUSEU DE ARTE DE GOIANIA




MAG
                                      
Exposição Individual
 
   






    

"RAÇA"
Selvo Afonso

Abertura: 15 de março de 2011, terça-feira
Horário: 20h00min
Sala: Reinaldo Barbalho
Visitação: 16 de março a 03 de abril de 2011
Endereço: Museu de Arte de Goiânia
Rua 01, nº. 605 – Bosque dos Buritis – Setor Oeste.
Horário: terça a sexta das 09 as 17 h
Sábado e domingo das 10 as 17 h
Agendamento: (62) 3524-1190 / 1196




Exposição Coletiva
"Recorte de Arte Contemporânea Brasileira"
Pamela Reis e Leandro Pereira

Abertura: 03 de março de 2011, quinta-feira
Horário: 20h00min
Sala: Amaury Menezes
Visitação: 04 de março a 03 de abril de 2011
Endereço: Museu de Arte de Goiânia
Rua 01, nº. 605 – Bosque dos Buritis – Setor Oeste.
Horário: terça a sexta das 09 as 17 h
Sábado e domingo das 10 as 17 h
Agendamento: (62) 3524-1190 / 1196





SEPAC

Exposição Coletiva
Adriana Bittar, Ana Henriques, Carolina Silva, Dora Gonçalves, Eloá Moraes e Simone Simões

Sala: Exposição do Palácio da Cultura
Abertura: 10 de março de 2011, quinta-feira
Horário: 20h00min
Visitação: 11 de março a 01 de abril de 2011
Horário: segunda a sexta, das 8h30 às 17h30
Endereço: Palácio da Cultura – Praça Universitária – Setor Universitário





MÁRIO QUINTANA

O Laço e o Abraço


Meu Deus! Como é engraçado!
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... uma fita dando voltas.
Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço.
É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.
É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em  qualquer coisa onde o faço.
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando...devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.
Solta o presente, o cabelo..., fica solto no vestido.
E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah! Então, é assim o amor, a amizade.
Tudo que é sentimento.
Como um pedaço de fita.
Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora,deixando livre as duas bandas do laço.
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.
E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.
Então o amor e a amizade são isso...
Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.

Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço.

Abraços



sábado, 2 de abril de 2011

A leitura é uma fonte inesgotável de prazer mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede.
Carlos Drummond de Andrade